LGPD e a Governança para Privacidade: O que você precisa saber?

Em um mundo digital onde dados são ativos valiosos, a governança se tornou essencial para garantir a segurança, a conformidade regulatória e a eficiência operacional das empresas. Mas o que exatamente significa governança? E como ela se aplica à tecnologia e à privacidade?.

O que é Governança e Governança em Tecnologia?

Governança é um conjunto de diretrizes, processos e estruturas criadas para garantir que uma organização atinja seus objetivos de maneira eficiente, transparente e segura. Quando falamos de governança em tecnologia, referimo-nos à aplicação desses princípios ao uso de sistemas, dados e infraestrutura digital, garantindo (através da preparação, treinamento e monitoramento) que as decisões tecnológicas estejam alinhadas com a estratégia corporativa e conformes com regulamentações como a LGPD, GDPR, ISO, etc.

Governança e Proteção de Dados

Uma governança eficiente em privacidade melhora continuamente a postura de proteção de dados das empresas. Isso ocorre através da implementação de processos bem definidos e documentados, promovendo a transparência interna e assegurando que colaboradores e parceiros compreendam as normas organizacionais e seus processos e, entendam suas responsabilidades no tratamento de dados pessoais e dados pessoais sensíveis.

E que através dela, os processos sejam “enforced“.

A Governança para privacidade também deve incluir a revisão e remoção do ShadowIT, um grande risco de implementações desenfreadas e não controladas pelos times de TI, resultando em um “passivo” de potenciais vulnerabilidades não mapeadas.

Rastreabilidade: A impotância de compreender as origens, usos e destinos de dados pessoais na LGPD

Para um projeto de adequação à LGPD de sucesso, é necessário entender o ciclo de vida dos dados pessoais dentro da organização. Ou seja:

  • Entender como e quando são coletados;
  • Por qual razão necessitam ser coletados;
  • De onde os dados estão vindo (ex. manualmente inseridos, APIs, outros sistemas);
  • Validade destes dados e/ períodos de guarda e processamento;
  • Com quais parceiros os dados são compartilhados e por qual maneira;
  • Quais são os dados compartilhados e por qual razão;
  • Quem na organização possui acesso aos dados e por qual motivo?
  • Situações, critérios, momentos e processos de descarte ou anonimização.

Saber exatamente onde os dados estão armazenados, quem tem acesso a eles, com quais empresas são compartilhados e se há transferências internacionais é essencial para evitar riscos regulatórios e garantir que todas as interações com os dados estejam em conformidade com as leis de proteção de dados.

Poder rastrear a origem do dado dá garantias de que o tratamento é legal e não ocorre por desvio de finalidade. Também possibilita o exercício pleno de direitos de titular através do cascateamento das decisões do titular para a rede de operadores.

Governança de IA: Protegendo a Reputação, Privacidade e Propriedade Intelectual

Com a crescente adoção de inteligência artificial, a governança em IA se torna um fator determinante para a segurança empresarial.

A gestão adequada da IA permite garantir o uso aceitável dos algoritmos, evitar decisões discriminatórias, proteger a propriedade intelectual da empresa, evitar que dados pessoais sejam vazados através de consultas em ferramentas inadequadas e reduzir pontos de vulnerabilidade. Sem uma governança bem estruturada, os riscos incluem falhas na interpretação de dados, exposição indevida de informações confidenciais e violação diversas.

Mas ter governança não significa dizer “NÃO” às iniciativas. Vivemos em um cenário de negócios cada vez mais desafiador, comumente definido pela sigla “VUCA” — Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo.

As mudanças ocorrem em ritmo acelerado: novas tecnologias surgem constantemente, os comportamentos dos consumidores evoluem rapidamente e as ameaças digitais se tornam cada vez mais sofisticadas. Nesse ambiente, a inovação é um imperativo. Empresas que não se adaptam ou não transformam seus produtos, serviços e modelos operacionais ficam rapidamente para trás. Contudo, com a velocidade vem o risco: como inovar sem comprometer a segurança dos dados e o respeito às exigências legais como a LGPD?

A resposta está na integração estratégica entre inovação (áreas de negócio), times de privacidade, governança de tecnologia e cibersegurança. Inovar não significa correr riscos desnecessários. Pelo contrário: quando as empresas adotam uma postura preventiva e estruturada, é possível inovar com confiança, segurança e responsabilidade.

Essas abordagens permitem que a proteção de dados não seja vista como um “freio” à criatividade, mas sim como um elemento de qualidade e confiança. Ao considerar privacidade e segurança como componentes essenciais do desenvolvimento, a empresa evita retrabalho, falhas éticas e custos decorrentes de sanções legais ou crises de imagem. Além disso, a conformidade com a LGPD e outras leis de proteção de dados pode se tornar um diferencial competitivo, transmitindo ao mercado a imagem de uma marca que respeita seus clientes, valoriza a transparência e está comprometida com boas práticas.

É importante também lembrar que o equilíbrio entre inovação e proteção – de forma geral – não depende de grandes investimentos. Hoje, há soluções escaláveis e acessíveis mesmo para pequenas e médias empresas. Essas soluções permitem que a empresa avance em sua transformação digital de forma segura, mantendo a conformidade regulatória sem sacrificar sua agilidade ou capacidade de adaptação.

O Papel do DPO na Governança de Privacidade

O Data Protection Officer (DPO) é responsável pela implementação de melhores práticas de governança para privacidade e proteção de dados. Ele atua conjuntamente com times jurídicos, de tecnologia e de cibersegurança na definição de políticas, no monitoramento do cumprimento da LGPD/GDPR e na conscientização dos colaboradores sobre a importância da segurança da informação.

O DPO será o consultor interno da organização e será o maestro que conduzirá os programas de privacidade nas mais diversas frentes.

Como a Macher Tecnologia pode sua prática médica na adequação à LGPD?

A Macher Tecnologia é especializada em ajudar empresas a estruturar e aprimorar suas práticas de governança, privacidade e proteção de dados. Nossa solução DPO Helper auxilia na gestão do ShadowIT, garantindo que apenas ferramentas seguras e aprovadas sejam utilizadas, reduzindo riscos e fortalecendo a conformidade regulatória.

Implementar uma governança eficaz não é apenas uma exigência legal, mas um diferencial estratégico que impulsiona a segurança e a credibilidade da empresa. Quer saber mais sobre como podemos apoiar sua organização? Entre em contato com a Macher Tecnologia e leve sua governança a um novo patamar.

Oferecemos consultoria especializada (“hands-on”), auditorias internas de processos, avaliação de terceiros, treinamentos e serviços de DPO-as-a-Service para garantir que sua escola esteja em conformidade e protegida contra riscos relacionados à privacidade. Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar sua empresa a se adequar à LGPD com segurança e eficiência, protegendo a segurança e a privacidade dos dados dos indivíduos do seu ecossistema empresarial, sua reputação e assegurando a conformidade legal. Fale conosco!

 

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